RISC, Práticas em negócios

Com a crise generalizada, as linhas de crédito para as empresas ficaram escassas no mercado. Sorte das empresas que exportam!

2016-02-29 14:08:51

Com o agravamento da crise econômica no país, o Real desvalorizou 48,5% em relação ao dólar no ano de 2015. Em 2014, a taxa de câmbio que fechou o ano cotado a R$ 2,6587, fechou o ano de 2015 cotado a R$ 3,9480. Analisando o comportamento da moeda de outros países emergentes, a desvalorização no mesmo período ficou entre 5% a 25%, bem abaixo da desvalorização do Real. Isso mostra claramente que a crise política no Brasil tem também afetado negativamente a nossa taxa de câmbio. As crises econômica e política levaram o Brasil a perder o “Investment Grade” em 2015. Muitos fundos de investimentos e fundos de pensão que tinham recursos investidos no nosso país, foram obrigados a se desfazer dos investimentos e sair do país, pois esses fundos só podem investir em países que tenham o selo de bom pagador. Esse movimento pressionou ainda mais a taxa de câmbio. Isso sem levar em consideração os desdobramentos da operação Lava Jato. Apesar dos grandes bancos estarem trabalhando com a taxa de câmbio em torno de R$ 4,50 - R$ 4,70 para o final de 2016, existiriam grandes chances do dólar fechar o ano de 2016 em torno de R$ 3,60 se o problema político fosse resolvido de imediato, o que dificilmente irá acontecer.

Com a crise econômica, muitas empresas outrora com lucro e excesso de caixa, passaram a amargar prejuízos e ver minguar o seu caixa. Algumas multinacionais já deixaram o país. Outras, estão fazendo a reestruturação e levando o comando da América Latina para os países onde os negócios foram menos afetados e continuam gerando lucros. Esse fato está levando muitos executivos brasileiros a perderem os seus empregos e fazerem parte da estatística, aumentando o índice de desemprego. Muitos executivos estão conseguindo se recolocar de forma relativamente rápida, mas fora do Brasil.

Diante de todos esses cenários, os bancos passaram a restringir a concessão de financiamentos e empréstimos, evitando-se a inadimplência. Com o crédito seletivo, as empresas passaram a enfrentar dificuldades na obtenção de empréstimos para financiar suas operações no país. Se as grandes empresas estão enfrentando esse tipo de problema, imaginem a situação das empresas de pequeno e médio porte. Na nossa consultoria, a solicitação de serviços para equacionar o fluxo de caixa e apoio para a obtenção de novos financiamentos, tem aumentado significativamente nos últimos tempos.

Sorte das empresas que estão aproveitando a desvalorização cambial e passaram a exportar ou incrementar o volume de suas exportações. No mercado financeiro, ainda existem bancos dispostos a financiar as exportações, apesar da taxa de desconto das cambiais terem subido substancialmente (de 1,4% a.a. no início do ano para os atuais 2,9% a.a.). Mas essa taxa ainda continua muito atrativa se comparado com a taxa de juros de 40% ao ano praticada pelos bancos em uma operação de capital de giro em reais.

Se a sua empresa precisa antecipar o recebível das exportações ou mesmo financiar as suas exportações e está com dificuldades em conseguir uma linha de credito junto a bancos, fale conosco, pois temos mecanismos e alternativas disponíveis com taxas competitivas, tanto no Brasil como no exterior, que vão de encontro com as suas necessidades.

Tadashi Yamashita
Consultor RISC



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