RISC, Práticas em negócios

Você sabia que os investimentos em renda fixa variam?

2016-06-23 11:38:57

Muitos investidores que costumam aplicar os seus recursos em fundos de investimentos de renda fixa, acabam tendo surpresas, ao receberem os relatórios com os rendimentos de suas aplicações. Essa surpresa pode ser positiva ou negativa. Em 2013, por exemplo, muitos fundos de investimentos atrelados à inflação, tiveram rendimentos negativos de até 18% no ano, assustando principalmente os aposentados e os investidores que vivem do rendimento de suas aplicações em renda fixa. Ora, se o investimento é em renda fixa, porque podem apresentar tantas variações, apresentando resultados negativos dessa magnitude? Isso é explicado pelos papéis de longo prazo do governo (Tesouro) e dos títulos de empresas privadas, que compõem a carteira, pelas oscilações da inflação e das taxas de juros praticadas pelo mercado e principalmente pelo efeito conhecido como marcação a mercado. Veja abaixo a diferença entre a marcação a mercado e a marcação na curva:

Como é feita a Marcação a Mercado

Desde 2002, as instituições financeiras que administram fundos aberto de investimentos, são obrigadas a atualizar os preços dos títulos existentes nas carteiras, usando o critério de marcação a mercado. A medida tornou a gestão mais justa e transparente, com a contrapartida de maior variação diária das cotações.

No segmento de entidades de previdência privada, o método de precificação dos títulos ficou a critério dos gestores, mas, devido à oscilação dos preços, conhecido também como volatilidade, os gestores também foram obrigados a adotar a marcação a mercado, mais recentemente.

Por esse método, os papéis são contabilizados diariamente pelos preços efetivos praticados pelo mercado. Em consequência, a volatilidade foi incorporada à carteira, devido às oscilações positivas ou negativas dos preços. Em determinados momentos de alta dos juros, títulos de renda fixa podem apresentar rentabilidade negativa, como ocorreu em 2013, caso a taxa de juros desses títulos, negociados no ato da compra, sejam menores do que as taxas praticadas pelo mercado. Os títulos do Tesouro Nacional atrelados à inflação, conhecidos como NTN-B, com vencimento em 15/05/2035, por exemplo, tiveram uma variação negativa de 33,04% em 2013, afetando o desempenho dos fundos de investimentos e principalmente das carteiras das entidades de previdência privada, que tinham esses títulos em suas carteiras.

O impacto da volatilidade do papel será neutralizado, caso seja mantido em carteira até o seu vencimento final, visto que será remunerado à taxa negociada no ato da compra, como demonstrado no gráfico abaixo. Essa afirmação não é válida para os títulos de renda fixa (CDBs e debêntures) de empresas privadas, caso elas entrem em processo de recuperação judicial ou falimentar. Portanto, muito cuidado ao investirem em Fundos de Crédito Privado, oferecidos pelos bancos, neste momento. Na composição da carteira desses fundos, podem ter títulos privados das construtoras envolvidas na operação Lava Jato (Petrobras) e de outras que estão por vir (Eletrobrás e BNDES, por exemplo).

Como é feita a Marcação na Curva

Pelo método da marcação na curva, os títulos são contabilizados pelo valor original da compra, acrescidos dos juros negociados, desde a data de emissão e até a data do vencimento desses títulos. Na data do resgate, os preços dos títulos marcados a mercado e na curva, convergem e têm o mesmo valor.



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Tadashi Yamashita
Consultor RISC



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