RISC, Práticas em negócios

Juros x Produção: como resolver essa equação?

2016-08-03 15:28:30


Como todos sabem, aconteceu no dia 20/07, a reunião do Copom do Banco Central, a primeira presidida pelo Ilan Goldfajn, com a decisão de manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano. Há sempre um questionamento no ar, de que as taxas de juros do Brasil são elevadíssimas, se comparadas com taxas de juros de outros países, sejam desenvolvidos ou em desenvolvimento.

A taxa de juros por sua vez, está intimamente ligada, principalmente no Brasil, ao “fantasma” da inflação. A inflação por sua vez, está associada a principalmente aos seguintes fatores:
1) Pode ser o fator demanda, com um paradoxo típico da economia brasileira, onde temos demanda baixa, há inflação para compensar custos altos de produção e perdas de faturamento, e se há demanda alta, há inflação para aproveitar o momento de ganhar mais com a demanda aquecida.
2) Pode ser causada pela alta dos custos, como ocorre hoje pela desvalorização cambial e pelo aumento gradual da carga tributária ao longo do tempo, no intuito de financiar os gastos públicos e projetos sociais.
3) A inflação acontece também, quando o governo emite papel moeda para financiar os gastos e os investimentos públicos, como por exemplo, ocorreu com a construção de Brasília.

Então como resolver esta equação: juros x investimento em produção x inflação?
Empresários pregam a teoria de juros baixos, para que as pessoas não tenham incentivo em aplicar dinheiro no mercado financeiro, e sim fazer investimentos na produção de bens. Tem sua lógica! E é esta a linha que queremos abordar. Pelo menos nos últimos 3 anos, temos uma demanda baixíssima, oferta ociosas, altas taxas de desemprego, juros altos, e um déficit orçamentário de mais de R$ 170 bilhões/ano. O Governo interino tem uma iniciativa brilhante, que está associada ao que falamos até agora, que são “os gastos da União limitados à inflação do ano anterior”. Haverá, portanto, um ajuste fiscal, e como consequência, mais prestígio e confiança dos meios financeiros locais e internacionais, maior confiança também por parte da população e uma tendência ao consumo.

Pronto, temos a “fórmula secreta” para a roda girar no sentido certo. Com certeza os investimentos serão dirigidos mais à produção, e menos ao mercado financeiro. Teremos mais empregos, mais demanda, mais produção, menor ociosidade da economia e obviamente crescimento econômico. Dessa forma os juros terão espaço para a queda, de forma sustentável...e assim chegamos ao ponto inicial acima: juros baixos de forma sustentável e investimento em produção. A frase já foi citada pelo Meirelles: “ir devagar para andar depressa”.

Nosso recado: preparem-se empresários...o ciclo produtivo voltará, e recomendamos que estejam preparados para essa nova jornada, onde haverá necessidade de uma boa estratégia de negócios, produtividade, custos enxutos, fluxo de caixa adequado, esmerada qualidade e clientes deleitados. Então antecipem-se, porque nessa dinâmica, você encontrará na RISC Práticas em Negócios, a ajuda necessária para aproveitar esse novo enquadramento da economia nacional. Fale conosco!

Antonio Marcos Perna Zanardo
Consultor RISC



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