RISC, Práticas em negócios

Terceirização: por que é um palavrão para os sindicatos e movimentos sociais?

2016-09-15 13:09:58


O atual governo tem falado em regulamentar a terceirização. E isso dá arrepios aos sindicatos de trabalhadores, movimentos sociais, etc.

Mas antes das críticas seria aconselhável que entendessem o real significado da palavra, e que não há tanto motivo para abolir esse termo do meio do trabalhador brasileiro.

A terceirização já vem sendo utilizada há muito tempo, em áreas como a segurança patrimonial, refeitórios, transporte de funcionários, entre outras, sem que ninguém tivesse vindo a público para protestar. Isso não aconteceu pelo simples fato de que tais serviços também são prestados por pessoas, o que significa que a geração de empregos nesses setores não foi afetada.

Então, por que o medo agora? Receio de que as empresas terceirizem todas as funções e os funcionários atuais percam seus empregos? Voltando às terceirizações já existentes, as quais acabamos de mencionar, continuamos a contar com pessoas executando as funções e ninguém foi substituído por robôs. Então por que tanta celeuma?

Aqui vem o impasse. A regulamentação estruturada, pensada, e compatível é a solução ao esclarecimento e à manutenção de empregos.

Em tempos de crise, que por sinal tem sido tempos constantes, é necessário a demissão de funcionários das empresas, por conta de menor produção. Porém, pode haver segmentos menos suscetíveis a essas crises. E aqui entra a terceirização. Terceirizados de uma empresa podem trabalhar em outra, dependendo da maré de negócios de uma e outra, o que não ocorre quando são funcionários efetivos. O nome disso é flexibilização, o que evidentemente está associado à terceirização.

Dessa forma, temos mais flexibilidade para empregar pessoas nesta ou naquela empresa, dependendo do segmento, independente do ciclo econômico.

Há que se estabelecer uma regulamentação robusta, para que as atividades terceirizadas não sejam substituídas por pessoas de menor experiência e escolaridade, mantendo-se, portanto, o nível salarial e também o compromisso dos direitos trabalhistas.

Mas então, o que as empresas ganham com isso se manterão os direitos, salários, etc.? As empresas terão a flexibilização de surfar nas marés das crises e dos seus custos. E essa forma pode até ser mais vantajosa para a massa trabalhadora, porque também surfarão na empregabilidade das marés deste ou daquele segmento de negócios.

Você quer falar mais sobre alternativas para tocar seu negócio em qualquer ciclo econômico? Fale com a RISC e teremos o maior prazer de ajudar você.

Antonio Marcos Perna Zanardo
Consultor RISC



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