RISC, Práticas em negócios

Globalização x Desglobalização: qual o caminho?

2016-09-19 12:09:35

O tema está sempre em voga e diversos artigos têm sido publicados sobre isso nos últimos tempos.
Sem querer ser repetitivo, gostaria de explorar um pouco mais o tema, com o olhar sobre o mercado automotivo no que se refere à dinâmica de compra e venda nas empresas do setor.

Claro que fica muito difícil no Brasil, dar apoio à globalização, quando temos aproximadamente 13 milhões de desempregados. Com uma perspectiva bastante protecionista, podemos questionar a razão de se importar produtos e componentes quando temos internamente uma capacidade ociosa, empregados em licença e sob acordos trabalhistas frágeis, além de indústrias que fecharam as portas nos últimos meses.

A resposta, no entanto, não é tão óbvia e simples. Há uma indústria muito grande de transformação no país. Para se produzir um motor para equipar um automóvel, caminhão ou mesmo um ônibus, são necessárias centenas de peças. Pois bem, se o custo dessas peças no Brasil for muito alto comparado ao mercado global, esses produtos (motor e veículos), também serão mais caros e, portanto, perderão a sua competitividade, resultando em vendas mais baixas, menor produção e, consequentemente, menos pessoas serão empregadas nesta cadeia produtiva.

Perceba que a resposta não é mesmo simples e óbvia. Estudos indicam que há determinados componentes que são mais baratos neste ou naquele país, de acordo com a tecnologia específica desenvolvida em cada país. Então, na cadeia produtiva automotiva por exemplo, há que se pensar na otimização dos custos de produção, e assim tornar o fabricante do veículo mais competitivo, que por sua vez terá maior penetração no mercado e gerando mais empregos.

Por outro lado, a forma que a base governante do país pode ajudar para tornar o famoso custo do Brasil o menor possível, e assim aumentar a nossa competitividade global, é na infraestrutura do país, ou seja, investindo em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e assim criando excelência logística de dar inveja até a países desenvolvidos. Além disso, em paralelo, o governo também deve fazer um estudo tributário compatível a essa excelência.

Aí sim, teremos o equilíbrio entre globalização e “desglobalização”, que com certeza fará o índice de desemprego cair de maneira estruturada, e melhor entendimento pelas pessoas sobre a harmonização destas duas palavras.

Se você tem esse impasse na sua empresa, fale com a RISC, e juntos podemos chegar ao equilíbrio de seus custos e maior competitividade, sem o estigma de ser adepto à globalização como erradamente muitos definem.

Antonio Marcos Perna Zanardo
Consultor RISC



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